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Uma molécula produzida naturalmente pelo organismo pode impedir a destruição das células do sistema imunitário quando de uma infecção pelo vírus da SIDA e pode contribuir na reconstituição das que foram destruídas pela infecção.
O vírus da SIDA ataca o sistema de defesa do organismo ao dissimular-se no interior das células imunitárias linfocita-T, relembram os investigadores do Instituto Nacional Americano das Doenças Infecciosas e das Alergias (NIAID), autores de um estudo hoje divulgado.
Ao longo da progressão da infecção, as células linfócitos-T auto-destroem-se, efectuando um suicídio celular chamado de apoptose e que se propaga às células ainda não afectadas, segundo o estudo publicado nos Anais da Academia das Ciências.
Para impedir a auto-destruição das células do sistema imunitário, os investigadores testaram o papel da molécula interleucina 7 (IL-7) em amostras sanguíneas de 24 pessoas infectadas com o vírus da sida em diferentes fases. Este teste foi realizado com recurso a uma forte concentração de moléculas IL-7.
O sangue dos doentes com SIDA tratado com a molécula IL-7 mostrou uma redução de apoptose e uma diminuição dos marcadores moleculares da infecção, o que se traduziu por um reforço do sistema imunitário.
Os efeitos do IL-7 variaram em função do grau de avanço da infecção mas estes resultados indicam que a molécula pode ser utilizada como um antiretroviral para reconstituir as células imunitárias danificadas pelo vírus da SIDA, concluem os cientistas.
Agência LUSA
2007-02-05 23:25:01 |